Caso da Margarida – Agradecimento público

Posted: 11 Agosto, 2005 in Caldelas, Minho, Saúde, Vida

(caso dos invisuais, José Silva e filha Margarida – Caldelas)
Aquela imagem do pai a chorar, porque não tinha dinheiro para operar de urgência a filha, já cega de um olho e com o segundo quase cego, tocou-me profundamente.
Naquela noite, não consegui adormecer e escrevi um artigo emotivo, o qual deu os frutos já conhecidos, reconheço, que houveram coisas, que correram menos bem, mas hoje, voltaria a fazer exactamente o mesmo. Era uma corrida contra o tempo, a Margarida estava prestes a cegar.

Hoje sinto-me feliz, sei que o artigo só por si, não resolveria nada, se não fosse a solidariedade de muitas pessoas, na maioria anónimas, de Portugal e também do estrangeiro, que prontamente aderiram ao meu apelo.

Pessoalmente, gostaria de agradecer, pela importância que tiveram para o êxito deste caso;
ao Dr. João Oliveira de Caldelas, à Câmara Municipal de Amares,
à Dra. Fátima Fernandes, ex-acessora do Governo Civil de Braga,
aos inúmeros amigos e desconhecidos, que se prontificaram a ajudar.
Margarida, Sr. Domingos Silva e Nuno Araújo da Associação de Invisuais de Braga e por último o José Silva

Por último, ao Sr. Domingos Silva, e à sua Associação de Invisuais, pelo apoio constante e persistente, dado ao Sr. José Silva e sua filha Margarida. Pois, conseguiram tirá-lo de uma depressão profunda e afastar-lhe a ideia mórbida do suicídio, que o acompanhava.

Fizeram que ele voltasse a ter auto estima, ofereceram-lhe formação profissional, e a coisa mais importante; a vontade de continuar a lutar e viver.

Como é do conhecimento geral, o dinheiro arrecadado não chegou a ser utilizado na intervenção cirúrgica.

Recordo, que a operação, foi totalmente suportada pelo Centro Oftalmológico de Coimbra e pelo seu director, Dr. Travassos.

Assim, chegou a ser equacionada a possibilidade de devolver as dádivas, mas surgiu um grande problema; a grande maioria, eram dádivas anónimas. Por esse motivo, optou-se pela compra de um apartamento para a família, que como se sabe, viviam com os avós paternos em condições precárias.

A todos, amigos, anónimos, instituições e Comunicação Social, o meu muito obrigado.

Manuel Araújo

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