"Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento"

Posted: 29 Dezembro, 2006 in Portugal

Há dias, um brasileiro de Porto Alegre, alegadamente carregadinho de inveja e de seu nome Polibio Braga, publicou o seguinte texto, ao qual me abstenho de fazer mais comentários..:

Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento

Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editor desta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto. Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento.

É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado.

Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro.

O dinheiro que a União Européia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos.

O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas .

———————————

Mas se lhe deu “vontade” de comentar este texto, vá a:

http://www.polibiobraga.com.br/ http://www.polibiobraga.com.br/

No menu que aparecerá à esquerda clique em: por trás da notícia

E depois procure na lista:

05.12.06 | 16h19 – Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento

Comentários
  1. Francisco Canário diz:

    Grande boi… se não fosse-mos nós, ainda falavam mais mal, ou nem falavam, guinchavam como os macacos… mal agradecidos.

  2. Anonymous diz:

    Comentário inserto em http://www.cibertecnologia.com.br/portugueses.htm

    Sr. Políbio,
    Aqui em Portugal diz-se de uma pessoa ingrata que ela é como o cão que morde a mão de quem lhe mata a fome. Por analogia, é o que penso de si depois de ler o seu artigo “Portugal não merece ser visitado…” do dia 05 de Dezembro no sítio http://www.polibiobraga.com.br/portrasnoticia_detalhe.asp?ID=28393.

    O senhor, para comunicar, utiliza, como eu, a terceira língua europeia mais falada no mundo, o português, graças a Deus. O senhor tem um nome tipicamente lusitano, Políbio Braga, quiçá oriundo da catolicíssima Bracara Augusta, benza-o Deus! Tem bigode de provinciano do Minho, Beira ou Trás-os-Montes, convencido de ter ficado iluminado por ter passado pela Sorbonne. O senhor Políbio, com suas delicadas mãos brancas e roupa de corte fino, nem parece labrego disfarçado de fidalgo, mas olhe, não engana ninguém, tem cara de portuga mesmo! Veja o seu ADN e a sua árvore genealógica e verá quanto do sangue lusitano lhe pulsa nas veias!
    O senhor Políbio, no fundo, vem dizer-nos aquilo que alguns portugueses, que como eu, conhecem o Brasil de Norte a Sul, incluindo a culta Porto Alegre, já sabem: que abomina e tem vergonha das origens portuguesas e católicas do seu país. Mas deixe lá, não se sinta só, o senhor está bem acompanhado, pois boa parte da esquerda caviar brasileira pensa como o senhor. Esquerda caviar é aquele mundo da inteligentzia frequentador de cocktails e salões da moda. É a fracção da elite bem pensante que no plano dos valores se afirma progressista enquanto no seu modus vivendi tem prática conservadora e elitista. Fica tão chic a um brasileiro exibicionista de classe média alta chegado da Europa falar mal do que é supérfluo no Primeiro Mundo! O povão, aqui diz-se populaça, reconfortado, aplaude a retórica! Infelizmente, como no seu caso, essa minoria controla os meios de comunicação social, instigando nessa tribuna, no seu combate às elites tradicionais, o ódio do povo brasileiro à antiga metrópole. Essa gente, embora aparentemente defenda causas nobres, é nacionalista e racista. É gente terceiro-mundista que sofre de complexo de inferioridade. É gente que se pudesse fazia voltar a roldana da História atrás, preferindo lamber as botas a Mauricios de Nassau de olhos azuis e ter estatuto de escravo numa qualquer anti-papal France Antartique de Villegagnons e quejandos, que ser criada por “parente malquisto, invejoso e mal educado”. Comparo esses brasileiros da esquerda caviar, na qual incluo o senhor Políbio, àqueles filhos que depois de chegarem a doutores têm vergonha de serem filhos de pais analfabetos e pobres, não os apresentando aos amigos. Mas olhe, nenhum país tem futuro enquanto não assumir o seu passado. Rejeitar o berço é que não dá bom futuro ao seu país! Leia Freud e cure-se, trate do seu complexo de Édipo!

    Agradeça aos bandeirantes portugueses terem expandido o teritório brasileiro. Agradeça à coroa portuguesa ter sabiamente conservado o Império do Brasil intacto, se não hoje o país seria formado por dezenas de repúblicas de bananas sem qualquer veleidade de se transformarem em potências mundiais. A República de Piratini seria igual a um Uruguai dependente dos humores de vizinhos mais poderosos. A propósito, já leu Império à Deriva, escrito por um jovem talentoso historiador australiano? Leia. Vai fazer bem à sua baixa auto estima nacional.

    Viajando por Oeiras do Piauí, Poconé, Blumenau ou Santo Angelo das Missões, sinto um grande orgulho em ser português! Pergunto-me, como é que um punhado de gente de uma terra europeia sem grandes riquezas naturais, construiu um país do tamanho da Europa toda, unido por uma única língua? Valente povo esse! Acima de nós quantos povos europeus fizeram mais que nós pela expansão da cultura europeia pelo mundo?

    Um povo que aceitou e integrou imigrantes oriundos do Japão, da Síria, da Alemanha, da Rússia e de outras nações, não é um povo racista, intolerante e belicoso. Qual a matriz desse povo maravilhoso com quem em português me entendo? É Portugáu, senhor Braga! Tenho orgulho de pertencer a uma nação que se caracteriza pela cortesia no relacionamento com estrangeiros. É um povo que não cria apartheids, facilmente se miscigena com os povos com quem contacta, aculturando-se. Não somos imperialistas arrogantes. Ao contrário de castelhanos, franceses, ingleses e holandeses, não somos odiados pelos povos que colonizamos. Goeses, timorenses, angolanos, senegaleses, gaboneses, moçambicanos, brasileiros e outros, falam de nós com carinho. Leia a carta de Pêro Vaz de Caminha. Algum outro povo do Novo Mundo tem uma certidão de Baptismo tão bela? O primeiro contacto entre índios e europeus foi pacífico, sem guerras, sem mortos nem feridos. Essa glória nenhum Mister Políbio ou Monsieur Braga a tira a Portugal.

    Deixe-se de complexos de colonizado, já lá vão duzentos anos de independência, carago! No seu sítio escreva coisas bonitas sobre os portugueses! Honre a memória dos antepassados de gaúchos que partindo dos Açores atravessaram o mar e deram início com imensas dificuldades ao povoamento da sua terra. Deixe-se de chauvinismos, faça como o gaúcho que há uns anos atrás, estando eu na cidade do Guaribe no Dia do Pai, sabendo que era português, e estando a almoçar no restaurante dele com a minha família, me ofereceu uma garrafa de vinho gaúcho! Bom vinho, aliás!

    Já veio várias vezes a Portugal e não gostou? Então volte mais vezes. Venha descobrir um povo acolhedor antes que a voragem da Europa consumista transforme os ingénuos Manuéis e Joaquins das anedotas contadas por brasileiros, em europeus cinzentões. Olhe, aceite um conselho de amigo, não se fique por Lisboa. Deixe de dizer mal dos imigrantes, grande parte deles brasileiros, nem resmungue contra os taxistas da capital e venha até Trás-os-Montes. Por causa das ditas “obras suntuosas” já não precisa vir de burro nem calçar tamancos! Venha pela AE 24 num cavalo a 120km à hora! Mais não porque as multas são pesadas, pagas na hora! E se encontra algum polícia xenófobo que quer correr de Portugal com os paneleiros e putas brasileiras que há por cá, então o senhor Políbio tá f…..!

    Pare em Chaves, vá ao Faustino petiscar o bom presunto de Chaves ou ao Aprígio. Passe pelas caldas e pela ponte atravessada pelas legiões romanas na estrada imperial de Bracara Augusta a Astorga. De lá vá a Bragança. No castelo sinta-se um cruzado cavaleiro a combater os mouros infiéis. Recupere energias comendo uma posta mirandesa com batatas cozidas e grelos no restaurante O Silva ou vá ao Dom Roberto em Gimonde, uma aldeia a 6 km. Tente compreender o que observa e o que sente despojado de preconceitos culturais. Vai ver que os serafins e uma Nossa Senhora de qualquer coisa lhe vão valer e operar o milagre de ficar rendido aos encantos da terrinha.

    Regresse a Lisboa pelo IP 4 e desça, por Sabrosa, até ao Douro, património da humanidade classificado pela Unesco. Siga pela estrada ao longo do rio, do Pinhão à Régua. Na cave de vinho de uma multinacional brinde, tchê, num cálice de vinho do Porto, ao êxito do seu compatriota Scolari em Portugal. Vai ver que o azedume todo lhe passa. E já agora venha pela TAP eficazmente dirigida por outro gaúcho seu patricio!

    Se precisar de apoio procure-me.

    Agora não bata mais no ceguinho!

    Euroluso
    Oeiras – Portugal
    E-mail: adriano.pereira@netcabo.pt

  3. Adriana Polari diz:

    Realmente admito que meu conterrâneo (e ainda por cima colega de profissão) ‘pegou pesado’ nas informações. Foi infeliz e grosseiro em suas declarações. Usar os termos “herança maldita” foi uma escolha muito deselegante e inadequada. Passei um mês em Portugal e gostei bastante. Fui muito bem recebida pelos meus amigos portugueses, que me trataram como a uma irmã, num dos momentos mais difíceis da minha vida. Tambem fui vítima de preconceito por parte de pessoas que não vêm aqui ao caso comentar, mas isso não foi o que prevaleceu e posso dizer que ao final a experiência foi muito positiva. Gosto de deixar na memória o que eu pude tirar de bom de cada experiência. Portugal é um país muito bonito, tanto em belezas naturais quanto históricas. Ninguém vive em Shangri-lá, o mundo perfeito. Recentemente estive na Austrália, que é o país que tanta gente julga ser perfeito, por ter uma excelente qualidade de vida e clima parecido com o do Brasil e confesso que depois de um tempo já estava enfadada, achando tudo muito chato, sem graça, sem cor, sem identidade, que é algo que sobra nos países europeus, asiáticos, africanos e americanos. Claro que também tirei muitas lições positivas daquele país. Acho que o grande ‘lance’ é aprender com os outros, tirar deles (no bom sentido) o que podem nos oferecer e nao estar focado apenas no lado ruim das coisas. É como quem vai ao Rio e ainda se espanta com favela. A favela já faz parte da paisagem do Rio. Vai à Lapa, vai ouvir música, samba, ver o por do sol. É como quem é cristão (como eu) e fica reclamando do som das mesquitas quando está em Istanbul. Eu achava tudo tão exótico e enquanto meu namorado, que é turco, só reclamava das multidões hehe eu estava achando tudo o máximo, as cores, os cheiros, os sons… Já sofri demais e vi coisa triste demais pra perder o meu tempo com as imperfeições deste mundo. É como quem está doente há semanas num hospital e quando sai e vê o sol acha tudo mais bonito, enquanto as pessoas tão envolta nem se dando conta… Eu acho que não curti Portugal tão bem por estar muito triste em 2006, mas a viagem que me ajudou a dar a volta por cima. Encontrei muita gente amiga e não vou me ater a comportamentos imbecis que vi por la porque no meu país e em qualquer lugar há pessoas boas e más. Essas coisas acontecem mesmo e quem viaja está sujeito a tudo. Estar vivo nos deixa sujeitos a tudo. Finalmente, apenas ressalto que é também grosseiro quando insinuam que no Brasil antes só havia macacos, quando todos bem sabem que os índios já viviam aqui. Isso também é um desrespeito para com eles. Eles são seres humanos e talvez muito mais civilizados do que nós ditos brasileiros. Pelo menos mais civilizados que os meus representantes no Senado eles são. Sou descendente de portugueses, holandeses e índios, com muito orgulho, e confesso que desse trio os mais desfavorecidos, há muito tempo, têm sido os índios. Não me considero nem índia, nem portuguesa, nem holandesa, sou simplesmente brasileira e amo o meu país, mas acho que o respeito se consegue respeitando-se a todas as etnias, principalmente aquelas que são mais vítimas de preconceito, como é o caso de negros e índios (estou falando de Brasil). Fica aqui o apelo para que as pessoas não façam como Políbio, indo e voltando sempre para o mesmo lugar e continuando com a mente tão fechada. Talvez ele precise tirar mesmo férias como se deve e viajar mais. Só assim perceberá que ao redor do mundo as pessoas são muito mais parecidas do que pensamos. Não há preconceito que resista à alma de um verdadeiro viajante.

  4. Quelhas diz:

    Talvez o senhor Polibio Braga seja uma Besta e não o sabe!?
    Ainda por cima um tipo como este herdou o nome da Capital do Minho, (Braga)…

  5. Jacques Queiróz Pereira diz:

    O tal Sr. Braga não deve ser levado á sério, é apenas um serviçal e garoto de recados dos brasileiros que vendem a pátria aos estrangeiros. Não merece a honra de ter o sobrenome Braga.
    Vamos brindar com vinho verde que é de meu PORTUGAL.

    Viva PORTUGAL, Viva o BRASIL

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