A FIJ condena a intimidação dos jornalistas que fazem a cobertura do tráfico de drogas na Guiné-Bissau

Posted: 23 Julho, 2007 in Droga, emigração, Guerra, Guiné, Justiça, Liberdade, Política, Portugal

A Federação Internacional dos jornalistas (FIJ) fez hoje um apelo ao governo da Guiné-Bissau no sentido de intervir para pôr fim a intimidação dos jornalistas que cobrem o tráfico de droga no país e garantir que uma compensação apropriada deverá ser paga aos jornalistas vítimas de um acidente via terrestre em 2005 depois de uma recente decisão de justiça.

« Nós estamos muito preocupados devido a segurança dos nossos colegas na Guiné-Bissau, » precisou Gabril Baglo o Director do bureau África da FIJ. « Nos condenamos estes actos de intimidação e apelamos o governo para nos garantir que eles vão terminar com essas intimidações contra os jornalistas. O tráfico de droga é um problema sério no país e os jornalistas devem e tem o poder de cobrir na independência total. »

Aberto Dabo, jornalista que trabalha para reuters e por rádio privada Bombolom FM recebeu regularmente desde o passado mês de Junho, as ameaças por telefone. Em razão de amplidão das intimidações, o jornalista foi constrangido à clandestinidade durante uma semana, neste mês antes que eles se sentem suficientemente em segurança para ir retomar o seu trabalho. Dabo como vários outros jornalistas publicaram as informações provenientes de autoridades ou de organizações da sociedade civil, revelando que altos funcionários de Estado e os militares de alto nível estão implicados no trafico de droga. Citado num artigo de reuters publicado no dia (1 de Junho), o Ministro de Interior reconheceu esta situação e anunciou a criação de uma comissão para o combater.

Ao menos um outro jornalista foi ameaçado em razão da sua cobertura sobre o narcotráfico. A Guiné-Bissau é considerada como uma das principais placa giratória do trafico de drogas em África.

Para além de isso, há uma outra situação, o Estado da Guiné-Bissau foi condenado no passado dia 6 de Julho à pagar 79 milhões de FCFA (120,000 Euros) de indemnização aos jornalistas vitimas de um acidente de circulação em Dezembro de 2005. Esta decisão foi tomada depois de processo entre o Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS) e o Estado.

Segundo o SINJOTECS, as famílias dos dois jornalistas que perderam a vida no acidente, nomeadamente Sori Baldé da Televisão da Guiné-Bissau e Aruna Djamanca do semanário privado Kansaré, devem receber cada um 18 milhões de FCFA (27.000 Euros). O resto da soma deve ser repartido entre os 11 outros jornalistas e profissionais das médias feridos durante o acidente.

O condutor do miniautocarro foi reconhecido como culpado de negligência e foi condenado à pagar 250 FCFA (0,40Euro) por dia durante oito meses aos vitimas.

Os representantes de Estado introduziram um apelo a esta decisão Segunda-feira.

« Nos estamos satisfeitos com este julgamento, mais por outro lado, estamos igualmente profundamente preocupados com aquilo que os representantes de Estado escolheram para fazer quer dizer o apelo, » frisou Baglo. « Ele é tempo de dar aos jornalistas e suas famílias uma compensação para este terrível acidente na esperança que eles lhes ajuda a sair deste sofrimento. »

O Secretariado Nacional de Luta contra o SIDA e o Secretariado de Estado da Comunicação Social, as estruturas de Estado incriminadas organizaram uma viagem que causou o acidente dos jornalistas na região de Gabu à 200 km da capital Bissau na ocasião da celebração da jornada mundial de luta contra o SIDA, o primeiro de Dezembro de 2005.

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