Estudo do “Eurobarómetro” em 70 cidades europeias confirma:

É BOM VIVER EM BRAGA!

— Bracarenses são dos europeus que reconhecem melhor aplicação dos fundos públicos

Braga é das cidades da Europa onde os cidadãos residentes consideram que os recursos financeiros públicos são aplicados da forma mais responsável. Esta é uma das conclusões de um inquérito de opinião agora tornado público pela União Europeia. O inquérito – “Survey on perceptions of quality of life in european cities” – envolveu 75 cidades da União Europeia alargada a 27 países, bem como à Croácia e à Turquia, assumindo Lisboa e Braga a representação nacional.

Através de 500 entrevistas telefónicas, efectuadas em Novembro último, os cidadãos aleatoriamente seleccionados responderam a 23 perguntas que pretendiam obter a percepção local sobre a qualidade-de-vida da respectiva cidade, estudo de opinião que acompanha a terceira “Auditoria Urbana” promovida pela Comissão Europeia e que envolve os respectivos institutos de estatística (Eurobarómetro).
A par da constatação do excelente comportamento de Braga no contexto das 75 cidades, provado pela sua colocação no primeiro terço da tabela referente a vasto número do conjunto das 23 perguntas, o inquérito dá igualmente conta de uma abissal distância entre a opinião positiva dos cidadãos bracarenses e a dos residentes em Lisboa quando confrontados com a mesma questão.
Assim, quando interrogados (em quatro opções: concorda inteiramente, concorda relativamente, discorda relativamente e discorda totalmente) sobre se “Braga utiliza os seus recursos de uma forma responsável”, os cidadãos bracarenses que emitiram opinião fizeram-no de forma tão positiva (62%) que colocaram a sua cidade em oitavo lugar no universo das 75, bem à frente de Lisboa (52.º lugar) ou, por exemplo, Roterdão, Manchester, Antuérpia, Aalborg, Belfast, Amesterdão, Madrid, Paris, Liége, Barcelona, Malmo, Londres, Marselha ou Frankfurt.
Tal como havia acontecido já na última Auditoria Urbana (“Urban Audit 2003”), embora o universo da sondagem se tenha alargado de 31 para 75 cidades, Braga continua a ser das localidades europeias onde é mais fácil encontrar habitação de qualidade a preços razoáveis, factor assaz preponderante para a formação da opinião positiva dos cidadãos locais.
Ocupando o terceiro lugar entre as 75 estudadas, Braga contrasta positivamente, também neste âmbito, com a apreciação negativa que resulta da leitura das opiniões recolhidas nas restantes urbes, a que acresce o facto de estarmos perante uma questão que sempre remete para uma das maiores preocupações de qualquer europeu: encontrar boa habitação a bom preço.
No que respeita à habitação, só mesmo Leipzig e Aalborg conseguem melhorar ligeiramente a “performance” de Braga, numa tabela que apresenta Dortmund e Oviedo logo a seguir, mas onde a capital portuguesa ocupa a modesta 57.ª posição, imediatamente anterior a Amesterdão, Londres, Rennes ou Zagreb, por exemplo.
Refira-se que só em 11 cidades é que a maioria dos inquiridos concorda com a frase “É fácil encontrar uma boa casa a um preço razoável”.
A limpeza do espaço urbano e a segurança na área de residência são também duas questões que colocam os bracarenses entre os cidadãos europeus mais satisfeitos, em evidente contraste com uma das conclusões finais dos números proporcionados por este estudo.
Uma esmagadora maioria de 84% pronunciou-se de forma positiva à questão “Braga é uma cidade limpa?”, colocando-a, desta forma, à frente de 69 das 75 cidades europeias alvo do inquérito, entre elas Lisboa (55.ª).
Questionados sobre a sensação de segurança na respectiva área de residência, os bracarenses foram igualmente afirmativos: 96% respondeu de forma positiva. Quando a pergunta alarga o seu âmbito a todo o espaço citadino, as respostas mantêm, ainda assim, números esclarecedores – 93% sentem-se seguros.
Outro aspecto onde a terceira cidade portuguesa se apresenta exemplar é na integração social dos imigrantes. Numa lista onde Malmö, Estocolmo, Berlim ou Viena ocupam os últimos lugares, Braga assume o 12.º, com 59% de respostas positivas, em contraste com Lisboa (36.ª), que, mesmo assim, regista neste âmbito um dos melhores comportamentos em todo o estudo.

É BOM VIVER EM BRAGA

Tratando-se, como se trata, de um inquérito à percepção da qualidade-de-vida nas cidades europeias, apresenta-se profundamente significativa a resposta que os residentes na “Bracara Augusta” dão à pergunta “Gosta de viver em Braga?”: nada menos que 95% fez questão de dizer que sim, respondendo 72% que gostam mesmo muito.
As expressões de satisfação são, neste âmbito, lideradas por Groningen, Cracóvia, Leipzig e Aalborg, enquanto que as de insatisfação são dos residentes em Atenas, Nápoles, Istambul, Frankfurt ou Londres.
Também relevantes e expressivas são as reacções quanto à expectativa sobre a qualidade-de-vida nesta cidade nos próximos cinco anos: 37% considera que vai ser ainda melhor viver em Braga e 33% diz que vai ser ainda muito melhor.
Tratando-se de um problema que preocupa sobremaneira os europeus envolvidos neste estudo-de-opinião, os bracarenses distinguem-se ainda positivamente na sua reacção à poluição do ar e à poluição sonora na cidade. Braga ocupa, no universo das 75, o 22.º lugar quanto à primeira questão e o 23.º quanto à segunda, sendo antecedida por urbes como Oulu, Piatra Neamt, Bialystok, Newcastle, Oviedo, Essen ou Antuérpia.
A oferta de salas de cinema, de equipamentos desportivos e de transportes públicos remete, entretanto, a cidade para o final da primeira parte da tabela, embora a apreciação permaneça maioritariamente satisfatória.
Quanto à apreciação sobre serviços como a exibição cinematográfica, embora as respostas dos bracarenses coloquem a cidade no 34.º lugar, elas não deixam de ser 74% satisfatórias.
Também o 34.º lugar da tabela referente à oferta de equipamentos para a prática desportiva não deixa de corresponder a uma expressão de satisfação para 63% dos participantes no inquérito, que tem nos habitantes de Helsínquia, de Oulu e de Groningen os mais satisfeitos.
De igual forma, o 34.º lugar referente aos serviços de transporte público correspondem a uma expressão de satisfação de 53%, 39% dos quais de “muita satisfação”, uma lista novamente liderada por Helsínquia, Viena e Rennes e onde a exemplar Aalborg ocupa a posição imediatamente anterior a Braga.
Deste estudo fazem ainda parte questões referentes à “dificuldade em pagar as contas no final do mês”, aos “serviços de saúde oferecidos pelos hospitais”, ao “acesso à internet em casa”, ao “acesso público à internet em ciber-cafés e bibliotecas” e aos “serviços de saúde prestados por médicos”, áreas de satisfação que continuam a ser positivamente satisfatórias para os bracarenses, embora remetam a cidade para posições mais discretas na tabela, mas sempre distante da capital portuguesa e de outras cidades de referência, sejam elas Roma, Turim, Paris, Manchester, Marselha ou Nápoles (por exemplo, no que se refere à liquidação das contas nos períodos do seu vencimento).
Quanto à “facilidade em encontrar um bom emprego”, os bracarenses não deixaram de seguir a tendência europeia expressa por uma grande parte dos participantes do inquérito, remetendo assim a sua cidade para o 53.º lugar da tabela, antecedendo, mesmo assim, cidades-referência como Malmö, Marselha, Turim, Roma, Ankara, Dortmund, Leipzig, Berlim, Nápoles, Frankfurt ou Palermo.
Ainda antes do efeito Theatro Circo e do impacto de outros investimentos que nesta área se estão a desenvolver na cidade – o primeiro, que ora se afirma no contexto nacional e internacional, reabriu a 27 de Outubro de 2006, e uma loja “FNAC” abrirá ao público até final do corrente ano…), os bracarenses não deixaram de expressar a sua insatisfação quanto à oferta de equipamentos culturais, fossem eles salas de espectáculo ou bibliotecas.
O modesto lugar que, neste âmbito, a cidade ocupa na tabela não deixava de corresponder já então a uma “satisfação relativa” de 46% dos inquiridos, a que se junta o “very satisfied” de 16%.
A oferta de parques e jardins públicos foi mesmo a única questão onde os inquiridos locais deram conta da sua menor satisfação, correspondendo, assim, ao prognóstico feito pelo Município e que justifica os significativos investimentos que se propõe ora canalizar para esta área de intervenção pública.

Nota – Os resultados deste inquérito podem ser consultados em:
http://ec.europa.eu/regional_policy/urban2/audit_en.htm

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