22 Jun 2008 – Correio do Minho

Ecos da poesia

“A obra de Euclides Cavaco é resumidamente a tenacidade de mais de 35 anos dedicados à divulgação da Língua e Cultura Portuguesa, dignificando com convicção patriótica a ‘Nossa Gente’, as nossas coisas e o nome de Portugal no mundo.”

José da Cunha Rodrigues

Esta semana senti-me honrado em apresentar um livro chamado “Horizontes da Poesia”, de Euclides Cavaco. Euclides Cavaco nasceu no concelho de Mira, distrito de Coimbra. Ainda muito jovem decidiu ir para Lisboa tendo assim concluído o curso geral dos liceus e frequentado posteriormente os estudos superiores. Começou a escrever poesia nos seus anos académicos e dela tem feito uma constante da vida.

Incondicionalmente apaixonado pelo fado, foi talvez no fado que encontrou a sua inspiração maior. Por ele nutre uma transparente admiração consagrando-lhe grande parte da sua obra. Escreve-o para fadistas, declama-o com grande estro poético e essencialmente dá-o a conhecer ao mundo. Na década de 60 parte para Angola, onde fez o seu estágio para locutor da Rádio. Em 1970 num impulso de aventura optou por se radicar no Canadá, onde continua a residir.
É no Canadá que concluiu o curso em Gestão Administrativa e alcança o estatuto de empresário. Em 1974 com um grupo de amigos funda o programa de televisão Saudades de Portugal, de cujo foi apresentador. Em 1976 é nomeado Comissário Público pelo Governo do Ontário. Em 1980 liga-se à criação da RÁDIO VOZ DA AMIZADE, de que é director e locutor há mais de 25 anos.

A obra de Euclides Cavaco é resumidamente a tenacidade de mais de 35 anos dedicados à divulgação da Língua e Cultura Portuguesa, dignificando com convicção patriótica a “Nossa Gente”, as nossas coisas e o nome de Portugal no mundo. Pelo seu mérito tem recebido diversas distinções honoríficas entre as quais se destacam:
Condecoração oficial com a medalha de honra pelo Governo Federal do Canadá em 1992; Premiado com o PRECOM da literatura em 2000 na cidade de Toronto; Destacado pelo “ Free Press” numa edição especial em Maio de 2000, como “The King of Little Portugal”; Homenageado pela Assembleia da República Portuguesa com a medalha de mérito em 2001; Distinguido com o troféu Prestígio e Dedicação das Comunidades Portuguesas pela revista Portugal em 2004; 1º prémio no concurso literário da Associação Cultural Poética – Mensageiro da Poesia em Maio de 2006;

Não vou adiantar muito mais, Tenho para mim que um poema não se analisa, sente-se, porque revela sempre uma verdade que só a alma sabe conotar. O espaço é pouco para a dimensão da obra. Partilho um dos 135 poemas, a meu ver um dos mais profundos deste livro.

Lágrimas caladas:

Meus olhos são de lágrimas nascentes
Que frias correm, sempre em constante lamento
Na sua angústia como se fossem correntes
Que só convergem junto ao mar do sofrimento!…
Ocultas lágrimas em silêncio derramadas
Dissimuladas em sigilo e sem guarida
São o refúgio das minhas mágoas cala-das
Que a alma sente das tristes penas da vida…
E cada lágrima deixa a marca amargurada
Dum suplício que não se vê e só se sente
Feito infortúnio da sorte desventurada…
Amarga é a dolência gotejada
No tácito pranto de solidão plangente
Presente na dor… duma lágrima calada!…

(tudo em www.euclidescavaco.com ).

in www.correiodominho.com

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