A REVOLTA está aí!

Posted: 8 Novembro, 2008 in Portugal

revolta

O Bruno, o Anselmo e o António Côrte-Real, são três músicos com muita experiência e largo curriculum que fundaram a REVOLTA, grupo punk/rock e cantam em português.

A banda está em estúdio a gravar o seu primeiro trabalho e já deram mais de 30 concertos. O António Côrte Real, falou-nos da banda, dos seus anseios, desejos e projectos…

Manuel Araújo

Como, quando e onde começaram?
António Côrte Real: começámos em Setembro de 2006. Conheci o Bruno e o Anselmo quando tocavam numa banda de Lisboa chamada Day Off. Achei que eram uma secção rítmica do caraças e quando uns meses depois esse grupo terminou fiz-lhes o convite. Basicamente disse que o país e o mundo não andavam bem e que eu como consumidor de música andava farto de toda a gente cantar o amor, já ninguém falava dos problemas da sociedade. Era preciso trazer de novo a linguagem de intervenção anterior ao 25 de Abril de 1974 e queria faze-lo tocando punk/rock. E aqui estamos, sem ninguém nos conhecer de lado nenhum começámos a tocar ao vivo e gravámos a maqueta. Já demos 30 concertos e a nossa maqueta está a tocar nas rádios universitárias, nas rádios locais e em algumas nacionais também. A Best Rock Fm, por exemplo, começou a tocar um tema nosso ìEu quero Serî e passados uns dias começou a receber pedidos por parte dos ouvintes a pedirem a música, entrámos para o top da rádio, passámos para a play list e por lá temos andado nos últimos 8 meses.

Os elementos do grupo já têm todos experiencia nestas andanças?
ACR: Eu toco desde 1997 nos UHF, antes disso passei pelos Falso Alarme, Finisterra ou Sirius entre outros. O Anselmo foi o baterista dos Lulu Blind, uma banda de culto dos anos 90 que gravou 4 discos e se fartou de tocar ao vivo. O Bruno tocou nos Aldebaran e nos Porta Voz, bandas com elementos dos Censurados e Peste&Sida.
Nós os 3 juntos temos uma química brutal. Sente-se na sala de ensaios e nos concertos a energia que emanamos. A vontade é muita, o esforço também e levamos sempre tudo ao limite.

Mas achas que a tocar música punk conseguem viver da música?
ACR: Não sei. Respondo-te daqui a 4 anos, pode ser? (risos). Repara, temos contas para pagar como toda a gente têm, eu e o Bruno já somos pais e as coisas não são nem estão fáceis. Mas não é isso que nos move. Se fosse para ficar rico andava a falar sobre rosas e namoros acabados ou futuros. O dever de passar uma mensagem que é urgente nos dias de hoje sobrepõe-se a tudo.

Vocês estão em estúdio a terminar o vosso primeiro disco, quando é que sai?
ACR: Estamos mesmo na ponta final do disco. Foi o disco mais fácil de gravar da minha vida até hoje. É um disco punk/rock à maneira antiga mas com uma mensagem politica actual. Estamos em conversações com várias editoras e já recebemos várias propostas, mas não estamos preocupados. Queremos fazer as coisas bem e não tomaremos nenhuma decisão enquanto não falarmos com toda a gente desta área. Queremos lançar em Abril de forma a montarmos uma boa digressão durante o verão.

Pensam só em Portugal ou também querem passar pelo estrangeiro?
ACR: O mercado do punk/rock vive de nichos, ou seja eu acredito que podemos vender em países com França, Suíça, Alemanha, Espanha, Itália, Brasil e Japão que são países que consomem este tipo de som. Não acredito que possamos vender muito por causa da barreira da língua (exceptuando Brasil, Suíça e França, por razões óbvias). Mas a totalidade das vendas na globalidade destes países, e quem sabe outros, até pode, na minha opinião, ser muito interessante. Não vamos abdicar de cantar em Português.

Presumo pela tua resposta anterior, que aceitariam tocar para as comunidades Portuguesas…
ACR: Claro!!! Os Portugueses fora do país são aqueles que melhor sabem sobre os assuntos que falamos. Foram-se embora de Portugal à procura de uma vida melhor em países em que o individuo importa.

Onde podemos ouvir a REVOLTA neste momento?
ACR: Na net, qualquer pessoa pode aceder ao site. O link é www.myspace.com/revoltarock
Esta lá tudo, desde as músicas da maqueta, aos sítios onde já tocámos, onde vamos tocar, um historial e os contactos para concertos.

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